




Grande abraço!!
Quando o Mestre pensa nos inimigos que irá criar para os PJs, costuma pensar em um NPC com características chamativas, uma organização com uma hierarquia complexa, ou mesmo em objetivos bem definidos. Aliado a isto tudo, podemos pensar em fazer do inimigo alguém próximo ao PJ ou aos PJs. Digamos que o objetivo do inimigo do grupo de PJs seja matar o rei, pois o monarca ordenou que incendiassem o vilarejo onde morava a família deste inimigo. Temos um vilão interessante, com metas
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Perder um personagem, perder algo que tu criaste, desenvolveu uma história em cima dele, escolheu cada ponto para que ele ficasse como você o imaginou e de repente perdê-lo no desenrolar da história. É, isso não é nada animador, principalmente quando se está jogando com ele há muitas sessões e então o que fazer ? Algumas coisas desse gênero são abordadas nessa matéria aqui, mas o que eu quero realmente tocar hoje são todos os acontecimentos que levaram a essa morte com mais profundidade....
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Savage Worlds é um sistema que abrange uma gama de possibilidades para os jogadores e o mestre pois o processo de geração de base de personagens é um sistema baseado nas competências e características de cada um, sem classe e progressões de níveis pré-determinadas. Nesse aspecto se assemelha a “Mutantes e Malfeitores” sistema de domínio d20. Só que claro, mais voltada para a parte de Super Heróis e comics. Mas esse é um dos únicos conceitos semelhantes, ao resto se difere. O melhor do sistema é que ele também é reproduzível em qualquer cenário e isso incluí medievais, renascentistas, modernos, futuristas e atuais....
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Monstros: Ah sim eles são esplendorosamentes terríveis. Alguns tem escamas, caudas, asas, 3, 4, 100 olhos, habilidades sobrenaturais, psíquicas, controle de elementos e as mais variadas formas distintas que podemos imaginar. Ah sim podemos imaginar, mas realmente precisamos de uma apêndice de monstros com características totalmente definidas com Nível de Desafio estipulado e tudo mais ? Você talvez deva estar pensando que sim, mas....
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| “Aonde tudo começou....” |
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“Uma das cenas mais marcantes do jogo” |
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| “Se vendeu bem, porque não uma continuação?” |

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| “S.T.A.R.S...” |
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| “E agora, quem poderá salvar a Jill? =(“ |
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| "O divisor de águas” |
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| "A parte final da saga...até agora” |
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| “cuidado ao jogar esse jogo, é capaz de você ser processado” |


Infectados/possuídos: Optei por esta nomenclatura, pois este é um tipo mais peculiar de zumbi. Ele é visto em filmes como Extermínio e REC, e também no game Resident Evil 4. Na verdade, ele não é um morto-vivo, e sim uma pessoa infectada por uma doença ou possuída por algo maligno que faz com que perca completamente o domínio sobre si e o transforma em um animal faminto. Eles conservam habilidades como correr e possuem a mesma força que antes de serem infectados/possuídos. Quanto sua inteligência e capacidade de raciocínio, vai da escolha do mestre. Porém, como eles não estão realmente mortos, sofrem algumas penalidades, como morrer de fome com o tempo, no caso de Extermínio. Neste filme em particular, eles também não podem sair a luz do dia, o que daria aos jogadores a possibilidade de procurar refúgio e mantimentos ao dia, e ficar muito bem escondidos a noite (é claro que o trabalho do mestre será fazer os problemas aparecem justo neste momento). Assista os filmes e curta os games e encontrará diversas características interessantes para diversificar sua história de terror!

Ou não.
Nesse post abordarei (como opiniões totalmente pessoais e refutáveis) dicas e cuidados simples que o Mestre deve ter para que sua campanha de infestação de zumbis não perca sua identidade de jogo hard core, onde se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.
Primeiramente, jogos no estilo infestação de zumbis tem de fazer com que os PJs sejam a caça, e não o caçador. A idéia é evitar o confronto com as criaturas, buscando meios de esconder-se, fugir, abrigar-se e encontrar alimentos sem ser trucidado por um grupo errante de zumbis que andam por todos os lados.
Se os personagens costumam empregar caçadas a zumbis, então a impressão de que o mundo é um local perigoso e de difícil sobrevivência se perde. Claro que caçadas estratégias são possíveis, e devem até ser incentivadas, afinal a idéia do jogo é usar a inteligência para conseguir sobreviver. Então se os PJs resolveram equipar-se e preparar um ataque localizado contra um grupo de zumbis que vive rondando a caixa d’água de onde vem a água potável para sustento, é um ataque interessante e útil, com uma finalidade ligada à sobrevivência.
Mas se o grupo começar a caçar zumbis por não ter nada melhor para fazer, bem meu caro amigo Mestre, o que era pra ser um jogo de terror e apreensão, tornou-se monótono e banal.
Certo jogo nesse estilo que Mestrei (narrei, dado o sistema utilizado ^^), antes de o jogo começar os PJs já tinham cogitado estratégias e meios de enfrentar os zumbis (utilizando-se de tudo que a mídia ensinou-os), de modo que já não estavam sentindo medo de enfrentá-lo. Então ao invés de simplesmente lembra-los do metajogo, de que os personagens não tinham tal conhecimento, simplesmente fiz eles notarem em on quão perigoso é o mundo apocalíptico em que acordaram: o primeiro zumbi que os atacou saltou sobre um carro e, caindo no chão, rachou o asfalto.
Visivelmente, foi um grande exagero, afinal zumbis são típicamente lentos e frequentemente fracos. Mas a idéia, caros Mestres, é não deixar que a impressão de as criaturas que infestam o mundo são perigosas se dissipe.
Se está fácil porque os jogadores são inteligentes, trabalham em grupo e planejam suas ações, está bem (e isso deveria vir após muito sofrimento e trabalho, que é como o jogo deve começar). Do contrário, pegue pesado.
Constante e infindável
Já citei que os zumbis devem ser os caçadores no jogo, sendo o principal problema dos PJs. Mas além disso, o Mestre deve transformar essas criaturas no perigo constante do grupo, que deve ter o embate a zumbis como a atividade diária típica.
Lembre-se que toda (ou grande parte) da população do mundo agora é composta de zumbis, e eles não dão foga aos seus alimentos, então não há porque não ter vários deles tendo de ser mortos pelos PJs a cada dia, e grupos variados vagando pelos mais variados locais.
Mesmo que o Mestre queira frisar que os jogadores são a caça colocando zumbis mais fortes (como no exemplo que dei anteriormente), eles ainda devem ser constantes, para que os jogadores em momento algum pensem que podem viver tranquilamente. Ainda que o jogo possa chegar em um momento que os PJs conheçam os zumbis tão bem e tenham bolado estratégias tão eficientes que enfrenta-los já não tenha grande dificuldade, o grande número de criaturas deve ser, no mínimo, uma perturbação constante.
Não chamo este tipo de jogo de infestação zumbi à toa.
Há inúmeros games, seriados, filmes e HQs com a temática de infestação de zumbis, e chega a ser desnecessário citá-los. Certamente você irá encontrar um que tenha uma história parecida com o que você deseja, como os motivos para a infestação de zumbis sendo experiência governamental (o clichê), vingança divina, etc. Contudo, procure dar uma olhada novamente nessas fontes, em busca de desafios, situações e problemas para trazer à mesa de jogo.
Particularmente, aconselho o HQ Walking Dead, que embora tenha um seriado de adaptação (que confesso, ainda não vi), originalmente é uma extensa obra publicada em quadrinhos. São diversas as situações em WD em que os protagonistas bolam ataques, enfrentamentos e mesmo meios de defesa contra os constantes ataques de zumbis, o que também deve ser incentivado para com os jogadores.
Também é magistral a forma como a questão do constante e infindável que citei acima é trabalhada, pois quando os personagens conseguem achar um lugar seguro e confortável, ou quando estão acostumando-se a uma vida razoavelmente tranquila, vem um novo ataque das criaturas e lembra-os de quão brutal, cruel e perigoso é o mundo em que vivem.
Portanto, o Mestre deve fazer o possível para o mundo de jogo com temática de infestação de zumbis parecer sempre um local perigoso e letal, onde os lentos e fracos não duram muito, e mesmo os fortes e inteligentes ainda encontram um árduo trabalho ao enfrentar os constantes e perigosos zumbis.
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