O Inimigo Mora ao Lado

Quando o Mestre pensa nos inimigos que irá criar para os PJs, costuma pensar em um NPC com características chamativas, uma organização com uma hierarquia complexa, ou mesmo em objetivos bem definidos. Aliado a isto tudo, podemos pensar em fazer do inimigo alguém próximo ao PJ ou aos PJs. Digamos que o objetivo do inimigo do grupo de PJs seja matar o rei, pois o monarca ordenou que incendiassem o vilarejo onde morava a família deste inimigo. Temos um vilão interessante, com metas

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Bater ou Correr... Morrer é uma escolha ?

Perder um personagem, perder algo que tu criaste, desenvolveu uma história em cima dele, escolheu cada ponto para que ele ficasse como você o imaginou e de repente perdê-lo no desenrolar da história. É, isso não é nada animador, principalmente quando se está jogando com ele há muitas sessões e então o que fazer ? Algumas coisas desse gênero são abordadas nessa matéria aqui, mas o que eu quero realmente tocar hoje são todos os acontecimentos que levaram a essa morte com mais profundidade....

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Sistemas: Savage Worlds

Savage Worlds é um sistema que abrange uma gama de possibilidades para os jogadores e o mestre pois o processo de geração de base de personagens é um sistema baseado nas competências e características de cada um, sem classe e progressões de níveis pré-determinadas. Nesse aspecto se assemelha a “Mutantes e Malfeitores” sistema de domínio d20. Só que claro, mais voltada para a parte de Super Heróis e comics. Mas esse é um dos únicos conceitos semelhantes, ao resto se difere. O melhor do sistema é que ele também é reproduzível em qualquer cenário e isso incluí medievais, renascentistas, modernos, futuristas e atuais....

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Livro dos Monstros - Você realmente precisa disso ?

Monstros: Ah sim eles são esplendorosamentes terríveis. Alguns tem escamas, caudas, asas, 3, 4, 100 olhos, habilidades sobrenaturais, psíquicas, controle de elementos e as mais variadas formas distintas que podemos imaginar. Ah sim podemos imaginar, mas realmente precisamos de uma apêndice de monstros com características totalmente definidas com Nível de Desafio estipulado e tudo mais ? Você talvez deva estar pensando que sim, mas....

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"Se um grifo não consegue se destacar no jogo, um gato não vai conseguir"

-jogador de um personagem cavaleiros dos céus, sobre o comentário do Mestre de que o gato da maga não estava tendo muito destaque nos jogos


Por Zell
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sábado, 29 de setembro de 2012

Destacando habilidades que os PJs tenham



Voltando à ativa, e que os deuses do RPG tirem um crítico no ataque contra as criaturas inferiores do trabalho, estudo e rotina!



Se nenhum dos PJs tem habilidade cartográficas, tudo bem fazer com que aquele que for melhor em um teste de Sabedoria/Inteligência/Percepção leia melhor os mapas e se localize melhor. Mas se um dos jogadores investiu em uma perícia ou habilidade de Cartografia, seria injusto com ele se os demais (ainda que dependendo de bons resultados) fossem capazes de ler mapas e se localizar tão bem quanto ele.




Inteligência do Personagem VS do Jogador

A discussão sobre diferenciação da inteligência dos PJs e dos Jogadores que o controlam é antiga. Mas o que venho a acrescentar aqui é o meio de ajudar a diferenciar PJs com inteligência alta (ou que tenham habilidades específicas), mesmo que pertença a um jogador que não tenha grandes ideias em jogo.

Digamos que um jogador esperto e criativo possui um personagem combativo que se dedicou a vida para aprimorar as artes de combate, inclusive aproveitando-se do seu porte físico, em detrimento de seu raciocínio lento e previsível. Pouco valerá a ficha possuir valores baixos pra atributos mentais, se o jogador é quem sempre tem as ideias do grupo, bola planos e estratégias, e resolve enigmas. Porém se há outro personagem construído para ser “o cérebro do grupo”, mesmo que controlado por um jogador que careça de ideias, este pode ter ideias em on, mesmo que quem as sugeriu em off tenha sido o jogador do guerreiro.
 
Em suma, a resposta do enigma foi descoberta por João, que joga com o guerreiro de pensamento lerdo. Em off o Mestre elogia João pela descoberta, mas sugere que quem descubra o enigma, em on, seja o personagem sagaz e esperto do Pedro, que inclusive tem mais atributos mentais e, veja só, até tinha colocado em seu background ser um ávido apreciador de enigmas e charadas




Claro que este tipo de resolução pode causar desagrado a jogadores que não gostem de que suas ideias sejam creditadas a outros. Particularmente acho isso um pouco de egoísmo, mas o melhor, como sempre, é conversar com o grupo. Já usei o método, sem prévio aviso, em grupos, e todos concordaram, embora alguns jogadores que não cheguei a usar, sei que não gostariam.






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Matheus Jack

Mestre de RPG, cosplayer, historiador, apaixonado por filmes.

Considera-se um quase-nerd, embora o citado, e mais o blog, deixe em dúvida o quão "quase" é.













domingo, 29 de janeiro de 2012

Sábio

Visto como um indivíduo isolado, um eremita a ser procurado em um local longínquo, onde fornecerá respostas questionamentos variados, o sábio pode ser um elemento mais presente em um grupo de PJs.

Quando falo em Sábio, imagino alguém que consegue fazer de sua sabedoria seu ponto forte, o elemento pelo qual consegue destacar-se e mostrar-se útil aos companheiros. Diferentemente de alguém inteligente, astuto (como um ladino sagaz, um estrategista), um sábio possui principalmente experiência de vida, paciência e capacidade de dialogar.



O elemento de união de um grupo

Quando se pensa no grupo de PJs pensamos em indivíduos unidos de forma a juntar suas especialidades e compensar os pontos fracos individuais. Assim, um grupo de aventureiros de fantasia medieval terá um guerreiro, um clérigo, mago, arqueiro, um ladino, e quem sabe um batedor, emboscador, etc. Um grupo de caçadores de vampiros e criaturas do sobrenatural teria um especialista em pesquisa literária sobre o tema (como Bob de Supernatural), um indivíduo bom em combater essas criaturas, etc. Ou, em um jogo sci-fi, um piloto de naves, um lutador de pistolar laser (ou sabres de luz), e um especialista em mecanismos e robôs.

Assim, alguém que não tenha nenhuma qualidade evidente, não seria um elemento indispensável ao grupo, e assim pode ser o sábio, já que sua maiores características (experiência, paciência e diálogo) não são exatamente armas contra inimigos, sejam monstros, organizações, ou o que for.

Porém, grupos compostos de personagens bem desenvolvidos terão conflitos internos muitas vezes, principalmente em campanhas onde a sobrevivência é mais difícil. É aí que o sábio se torna um elemento por demais importante, pois ele é que unirá o grupo, ou, de modo prático, que manterá os indivíduos com habilidades individuais úteis ao grupo, unidos.


Secundário, mas necessário

O já citado Bob Singer de Supernatural é um ótimo sábio: quando Sam e Dean brigam por inúmeros motivos, ele sempre dá-lhes uma bronca, conselho, ou simplesmente manda-os pararem de criar mais problemas pois são irmãos e devem atuar juntos.

Ainda que Bob seja um contato muito útil à dupla protagonista, e um excelente caçador, também ganha destaque sua atuação como porto seguro quando os irmãos arriscam sua própria sobrevivência por brigarem pela atitudes de Sam, pelo papel paterno de John.

Indo além, outro ótimo exemplo de sábio vem do seriado Walking Dead (devem ter notado que tenha usado a série como exemplo nos últimos post, mas a cada episódio que via pensava em como algo poderia ser aplicado nos jogos).

Um indivíduo que se encaixa perfeitamente na função é Dale. Ele não é um líder nato, como Rick, não é um exímio combatente como Shane, eficiente caçador e rastreado como Daryl, e bem, se ninguém mais possui a capacidade de sobrevivência de Glenn, Dale com certeza também não.

Agora pense em como os diversos conflitos entre personagens criam instabilidade no grupo. Shane e Rick, Andrea e o próprio Dale, Lori e Carol, Daryl e o ocorrido do grupo contra seu irmão. Isso tudo faz com que um grupo numeroso, com especialistas em muitas coisas, não tenha união o bastante para enfrentar os inúmeros perigos do mundo onde vivem, e essa instabilidade pode custar a vida de alguns ou todos.

E é justamente aí que Dale entra: aconselha Glenn a ter cuidado com seu envolvimento com certa garota, aborda com sutileza Andrea quando ela está em estado de choque devido à morte de alguém próximo, e, atitude perfeita de um sábio em uma situação de necessidade: dá tarefas a cada um envolvendo concertar o trailer de transporte para que se mantenham ocupados e não pensem em ir embora sem resgatar Sophia, mesmo que de fato as tarefas não sejam nada necessárias!

Em suma, a maior qualidade de Dale não é evidente, mas se não fosse por sua atuação, não somente zumbis, a falta de alimentos ou abrigo seriam inimigos mortais do grupo, mas a desunião que os tornaria alvos fáceis. É sua atuação como sábio que torna indivíduos bons em diversas tarefas um grupo coeso (meu fascínio pelo seriado se deve também a isso, pois no HQ Dale não é tão presente).


Esqueça o Mestre dos Magos e seus conselhos enigmáticos, e pense em incluir um sábio mais atuante em seu grupo!


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Matheus Jack

Mestre de RPG, cosplayer, historiador, apaixonado por filmes.

Considera-se um quase-nerd, embora o citado, e mais o blog, deixe em dúvida o quão "quase" é.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Resenha: Três Mosqueteiros

Vi o novo filme Os Três Mosqueteiros na estréia, e aqui estou para dizer as impressões que ficaram da nova versão da obra clássica, assinada por Paul W. S. Anderson.

Lembrando que tudo que se segue são opiniões pessoais, e não refletem a opinião dos demais membros do blog, e são passíveis de discordância. Além disso, optei por uma resenha mais geral, não me focando em detalhes para não dar spoilers.


Enredo chamativo

Primeiramente, o filme é interessante por ter um enredo e cenas (tanto as de ação, muito boas, quanto as demais, sendo os diálogos do filme bem construídos) que prendem a atenção do espectador.

Parece óbvio, mas é incrível a quantidade de filmes que vejo onde o início te prende, mas se passa o restante do filme esperando o final. O durante também é algo importante, e Os Três Mosqueteiros possuam um enredo não totalmente linear (embora também não seja em nada surpreendente).


Evocativo

Outro ponto forte do filme é ser evocativo, interessante, no gênero a que pertence: aventura.

O longa possui a medida certa daqueles elementos que acho necessário para um filme de aventura: uma estória razoável, boas cenas de ação, e personagens interessantes. Mesmo que Duque de Buckinghan, personagem de Orlando Bloom, tenha me decepcionado por aparecer pouco, mostrou-se interessante para o filme como um todo.

Ainda que menos chamativo em suas cenas e efeitos que o peso-pesado do gênero aventura, Piratas do Caribe, Os Três Mosqueteiros consegue ter uma história interessantes e cenas bem feitas (principalmente para quem joga RPG, destacando-se à infiltração acrobata da Milady, bem estilo ladino, a “embarcação” (para não dar spoilers) do filme, e o combate dos mosqueteiros contra os guardas do Cardeal).


Personagens medianos

Pode parecer contraditório eu ter afirmado acima que o filme possui personagens interessantes, e agora defini-los como medianos, mas é isso mesmo!

Os personagens do filme são interessantes para a estória e desenvolvimento deste, mas me deixaram com uma nítida sensação de “falta algo”. Se para personagens secundários seus respectivos papéis servem (um rei imaturo que se deixa manipular, uma ladina sedutora desleal, etc.), para os protagonistas o razoável não é o bastante.

Os mosqueteiros e D’Artagnan não são ruins, mas parecem muito previsíveis e muito estereotipados.

Os três mosqueteiros do título (clássico da obra de Dumas, ainda que na Índia seus nomes sejam tão desconhecidos que valham uma pergunta de 20 milhões de rubias) são caricatos e superficiais em suas características. Athos (Matthew Macfadyen) é o ladino, ágil, furtivo, ponto.

Porthos (Ray Stevenson) é o grandalhão forte que prefere chutar a porta e entrar de frente; acabou. Aquele que poderia ter um background mais desenvolvido, Aramis (Luke Evans), tendo sido padre mas abandonado a batina, limita-se a relatar isso aos próximos, e a rezar por aqueles que mata, nada mais.

O que se salva é D’Artagnan, jovem imaturo que se mete em encrenca, mas tem habilidade e coragem para sair delas. Porém, isto está longe de ser uma novidade.

Conclusão

Ainda que os efeitos 3D em nada chamem a atenção, sendo dispensáveis, Os Três Mosqueteiros é um bom filme de aventura que vale à ida ao cinema e mostra-se como uma boa nova adaptação do clássico de Alexandre Dumas.

Porém, dificilmente se tornará um clássico ou será recorde de bilheteria, destinado mais provavelmente a reprises na Sessão da Tarde.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Abismo dos Monstros: Centauros

Os centauros formam uma classe de monstros da mitologia grega que possuem o corpo metade humano, metade cavalo. Segundo a concepção do pensamento mítico grego, o cavalo possuía uma série de virtudes admiráveis e, por isso, a sua mistura com os homens não ira vista como algo negativo. Diversas narrativas mitológicas contam sobre o relacionamento entre os homens e os centauros, o que conferia a esse monstro a capacidade de socialização. Até hoje centauros ainda são lembrados na atualidade e contam as lendas que foram homenageados com uma constelação, a de sagitário que hoje compõe os Signos do Zodíaco.


Na interpretação das alegorias mitológicas, o centauro tem a importante capacidade de salientar o conflito entre a razão e a emoção. Sendo a parte superior de seu corpo humana, teria a capacidade de refletir sobre os seus atos. Em oposição a essa característica racional, a parte inferior de seu corpo representaria a violência física e os impulsos sexuais. Sobretudo centauros em maioria são bairristas, e seu lar jamais deve ser invadido sem ser convidado. Já aqueles que ainda tem uma cultura nômade, podem ainda estar em busca de sua terra.
Normalmente centauros não são solitários, vivendo em comunidades, grupos de caçadores e coletores exaltam sua família e sangue acima de tudo e todos, qualquer coisa que possa ameaça-los será suficiente para provocar a ira de todo o grupo. Outras raças para tais soa indiferente, possuem uma afinidade com elfos datados um mesma aspiração pela natureza e também podem ser ótimos em descobrir intenções traiçoeiras.




A Tribo Bravia


"Localizada a 30 léguas do por do sol de Valentine, após as planícies de Áudria e as cavernas de Coluntria várias centenas de centauros habitam a região do vale da Bravia. Contam os aventurados, bardos e errantes que nunca se viu lugar tão lindo e inóspito ao mesmo tempo. Há lá também uma bravura indômita que obstringe qualquer medo, lugar fértil, rico e duradouro. Os Bravios são mais do que guerreiros. Possuem os melhores arqueiros desse reino e dizem até que de tão forte sua ligação com o lugar que a mãe Lines, da natureza, os ajuda e abençoa aquela terra. Queria eu um dia visitar esse lugar, talvez consiga provar minha bravura para eles e trazer para adjunto do meu exército. As coisas estão tensas em Valentine, a guerra está a meio palmo da minha cara e preciso dos melhores comigo. Salve aos Bravias."
Lord Valencia III

As Ferraduras de Centauro


"Do orvalho do sul à costa do norte, das areias profundas de Gotan às margens do oceano Ladoriano. Pelas terras bravas desse reino galopam as ferraduras mais audazes que já presenciei. Fortes como torres e certeiros com suas flechas estes cavaleiros, são tão misteriosos quanto bons. Dizem os poucos que sobreviveram ao seu confronto que na verdade não são apenas cavaleiros, mas sim são cavalos mesclados a humanos. Um único ser que galopa estrondosamente provocando temores. Alguns os chamam de ferraduras mercenárias. Mas me lembro quando pequeno que toda uma tribo de orc's eles mataram quando estes seres verdes dilaceravam a minha aldeia na calada da noite. Só se ouviam as patas socarem o chão, as flechas cruzarem o ar e as lanças cravando as cabeças. Assombrosos, sim! Eu prefiro chama-los de Ferraduras de Centauro."
Aludian Korvis


Um abraço, Luke!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Os mistérios e tesouros de um Bardo

Bardo! Errante! Contador de Histórias! Cancioneiro! A classe da música, das aventuras e da boêmia. Um bardo, na história da Europa, era uma pessoa encarregada de transmitir as histórias, as lendas e poemas de forma oral, cantando a história de seus povos em poemas recitados. Normalmente contratos por nobres para trabalhar em virtude de seu nome, elevando o posto de seu nobre e divulgando-o para todo o lugarejo que visitava. Um bardo muito mais que um contador de histórias ele é um evocador da cultura ele é um livro interativo capaz de saber das mais diversas coisas e assuntos. Bardos embora possam não ser os mais combativos fazem toda a diferença num mundo medieval. São considerados homens de suporte ao grupo muitas vezes e assim desempenhando um papel fundamental para a perpetuação de um grupo. Não que seja alguém indispensável mas há muito que pode ser explorado com esse digno titulo de classe. Bardos são sábios Seu ponto mais vital é o conhecimento adquirido pelos lugares que passa e é a sua recompensa mais valorosa. Os mistérios mais sagazes e aventurados podem ser recitados com algumas palavras de seu alto conhecimento. Junto com sua música e perspicácia ele detém a palavra e provavelmente sempre deterá a razão diante de seu público. Não julga-lo como coadjuvante pois sua experiência pode contar muito para resolver mistérios, decifrar enigmas e convencer pessoas sem usar a força. Suas habilidades vão muito além de persuadir pessoas e convence-las pois suas técnicas e tipos de músicas ,sejam elas cantadas ou tocadas por um instrumento milaborante, podem ovacionar um grupo inteiro e encoraja-los às mais difíceis aventuras e monstros que possam haver. Bardos são músicos A música salva, a música ilude, a música adivinha! A sonoridade das notas musicais é capaz de elucidar e encantar a todos. Bardos podem ser importantes quando a espada e o combate não puderem resolver os problemas. Utilizando sua lábia e capacidade de encantamento. Bardos são carismáticos


Um Abraço, Luke!


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ficha baseada na história, ou história baseada na ficha?

A discussão é antiga e já se debateu bastante a respeito. Mas resolvi explanar meu ponto de vista, que difere de muitos, no que diz respeito ao impacto que a ficha de personagem tem sim considerável impacto no histórico do mesmo.



Costumeiramente ouvimos que jogadores devem pensar na história e background de seus respectivos personagens sem se preocupar com quantos pontos, níveis ou habilidades terão. Esse discurso prega valorizar o conteúdo descritivo e a interpretação, ao invés de começar um jogo já dando importãncia demais para o conjunto de regras.
Embora eu discorde desta afirmação, ela não está errada. De fato, permitir que jogadores passem mais tempo perguntando se poderão colocar mais pontos em um atributo do que normalmente as regras estipulam, se poderá usar aquela classe de prestígio, ou se poderá comprar aquela vantagem ou qualidade peculiar, torna-os (sejam veteranos ou iniciantes) focados demasiadamente na mecânica do jogo, sendo que isto deveria ser um reflexo da personalidade e background o personagem, principalmente no que diz respeito a o início do jogo.
Contudo, negar que as regras tem sim uma considerável importãncia é, inversamente, valorizar demais o roleplay.
Eu particularmente sou adepto do máximo de valorização do conteúdo descritivo, histórico e interpretativo (em suma, o roleplay), mas ao longo dos anos sei que este é, e muito, influenciado pelas regras, por mais que se tente evitar.

Exemplos

Esclarecendo mais o que esbocei até então, imaginem que o mestre peça que os jogadores criem personagens e histórias para um novo jogo de fantasia medieval que mestrará. Ele diz como será o cenário, o enfoque da campanha, enfim, todas as informações necessárias para que os jogadores coloquem seus personagens em uma ambientação adequada, além de dizer informações básicas quanto às regras necessárias para criação de personagens.
Supondo que os jogadores já conheçam o sistema e já tenham jogado, partirão logo para a criação do background. Um deles cria um humano guerreiro que lutou no exército de um rei mas acabou tendo de fugir após desavenças com nobres rivais a este rei, atuando como mercenário em diversos outros reinos e adquirindo renome.
O Mestre explica ao jogador que como havia explicado, os personagens tem que ter pouca fama, influência e poder, visto que são iniciantes, então o jogador diminui o rei para um nobre local de uma cidade, como um Lorde, faz a rivalidade ser com comerciantes locais, e sua fuga e atuação ter sido por algumas outras cidades, ao invés de reinos. Porém, ele também pensa que seu personagem será alguém que desde criança mostrou-se bastante ágil e com coordenação ímpar, tornando-se um espadachim que, apesar da pouca experiência e técnica, mostra-se eficiente com sua destreza e precisão naturais.
Tudo parece ótimo, o histórico é aprovado, e parte-se para a criação da ficha deste espadachim errante. Então o jogador começa a ter problemas em unir seu background com sua ficha.
Se fosse D&D ele seria muito prejudicado ao tirar uma péssima rolagem de dados, conseguindo no máximo um 13 para colocar na sua destreza, que era para ser seu ponto forte. Ao longo do jogo não será difícil encontrar guerreiros e espadachins com mais Destreza (e níveis) que ele, o que não fará este personagem destacar-se pela agilidade e precisão, como indica seu histórico.
O d20 system tem esse problema clássico (e bem detestado por mim) de estipular a criação de personagens através de uma aleatoriedade nos dados excessiva. Provavelmente, o jogador do espadachim ainda veria o ladino do grupo ter uma destreza 16, e talvez até outro personagem, o que provavelmente o desanimará.
Contudo, sistemas de distribuição de pontos (Storyteller, Storytelling, GURPS) também apresentam o mesmo problema, ainda que de forma menos destacada.
Nestes sistemas, um personagem pode ser bastante habilidoso em algo, desde que coloque mais pontos, tendo menos para distribuir em outras áreas. Assim, o guerreiro citado poderia sim ser bastante ágil e habilidoso, mas provavelmente não seria dos mais sociáveis ou inteligentes, o que de fato não é um problema pois o jogador assim esperava.
Mas e o que acontece se um jogador cria um personagem de um jogo moderno, usando o sistema Storyteller ou Storytelling, e coloca Recursos 4, afim de ser um ricaço. A princípio não é problema, primeiro porque as regras do livro básico permitem, e segundo porque antes de pensar na ficha, o jogador simplesmente pensou no background, criando um ricaço que usa seu dinheiro e influência para investigar grupos políticos ocultos. Porém, ainda que o Mestre tenha dado como enfoque do jogo o envolvimentos com estes grupos, e tivesse dito que não queria jogador muito abastados, o jogador pensou que não sendo um milionário já estaria bom. Por não definir em regras (nada de Recuros 4 ou 5) ficou sujeito a interpretações, e o Mestre pedirá que o jogador diminua sua pontuação em Recursos e adapte um pouco sua história.
A princípio o problema é simples de responder, mas é perceptível como ao criar um histórico é preciso ter uma noção ao menos básica de como as regras influenciarão os backgrounds, certo?
O mestre de início terá que dizer “personagens iniciantes, com 1 nível”, “personagens sem muitos recursos financeiros, nada de Recursos acima de 3” ou detalhes deste tipo. Ainda que sejam pequenas observações, se não forem feitas antes da criação, muito provavelmente um ou outro jogador criará histórias e personagens não condizentes com o enfoque e regras desejados pelo Mestre, o que exigirá mudanças e algum desagrado.

Conclusão

O que quero dizer com este post é que não me agrada jogadores que pensam em toda a ficha de personagem, suas regras, qualidades, desvantens, kits, pontos, níveis, perícias, disciplinas, para só depois criar o histórico.
Isto não quer dizer que não possa sair excelentes backgrounds, mas limita-se demais a imaginação à ficha possuída. O personagem refletirá a ficha feita anteriormente, enquanto, para mim, a ficha deve refletir o personagem e suas habilidades.
Por outro lado, acho utopia demais afirmar que backgrounds possam ser feitos sem nenhuma preocupação em regras, pois estas, começado o jogo, podem ficar incoerentes com o personagem e o pretendido por seu respectivo jogador.

Mas esta é somente minha opinião, repito, e não duvido que outras maneiras sirvam perfeitamente em outros grupos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Personagens: Moldrovec do Dinheiro Infindável, dragão branco

Dois fatos chamam a atenção sobre Moldrovec: ser um dragão, e sua alcunha do Dinheiro Infindável. Quem ouve falar disso, imagina tesouros imensos para recompensar uma exploração de seu covil, afinal se um dragão já possui uma grande quantidade de tesouros, um que seja citado como possuindo dinheiro sem fim deve ter quantidade suficiente para sustentar até os tataranetos dos aventureiros...

Essa suposição não está errada. Mas também não é o que parece....

A grande paixão de Moldrovec é sua coleção de moedas raras e preciosas. Desde sua adolescência (há quase um milênio) o dragão busca e guarda consigo exemplares raros de moedas dos mais variados reinos e culturas, sendo um dos maiores, senão o maior, numismático do mundo.

Mais do que empilhar ouro, prata ou jóias em seu covil, o dragão branco sempre preferiu adquirir moedas, que lhe despertavam admiração não apenas por seu brilho metálico, mas pela forma artística com que eram cunhadas, assim como a história por trás delas – divulgação da imagem pública de reis e nobres, domínio cultura sobre um povo, etc.

Assim, a fama do dragão que possuía algumas dezenas de moedas, tesouro inferior a muitos dragões bem mais jovens, cresceu entre sua raça, o que o tornou difamado. Porém, logo Modrovec ganhou respeito, ou no mínimo indiferença, entre seus pares, já que não é difícil perceber o valor intrínseco nas moedas devido à sua raridade ou histórico. Logo tornou-se perceptível que embora seu tesouro seja menor em tamanho, é tão valioso quanto o diversos outros dragões, afinal uma única moeda de sua coleção pode valer alguns milhares de peças de ouro.

Entre seus exemplares preferidos, está a moeda que o Rei Raldavulk II trazia consigo e dizia trazer-lhe sorte, talhada no reino de Bolden, desaparecido há cerca de 4 séculos (3 gerações depois de Raldavuk) devido a uma invasão orc. O dragão também possui dois dos três exemplares conhecidos da chamada Moeda da Fé, cunhada por um antigo alto-sacerdote com o desejo de substituir as várias moedas correntes em sua época por uma única, trazendo a face de seu deus. O plano do alto-sacerdote não deu certo, já que após cunhar apenas 3 moedas seu reino foi invadido por um exército inimigo e o templo foi queimado, e ele morto pelo clero rival.

Cartada no jogo

Primeiramente, seria interessante colocar os Personagens dos Jogadores diante deste dragão diferenciado. Como já citado, seria uma surpresa não encontrar pilhas e pilhas de tesouros e objetos valiosos, mas não mais que uma centena de moedas. Os PJs logo poderiam notar a raridade dos objetos, e assim perceber o valor não direto que eles possuem. Mesmo assim, teriam de vender e negociar as moedas, entrando em contato com colecionadores, procurando especialistas, o que daria um grande trabalho (mas, felizmente, outras possibilidades de aventuras).

Além disso, os PJs poderiam ter outros ganhos, pois Moldrovec em verdade não é um dragão maligno, e estaria disposto a recompensar aventureiros que o ajudasse a buscar outras moedas que busca para incrementar sua coleção. Atualmente seu grande desejo é a primeira moeda cunhada por um antigo Imperador, que além da face desse, trazia diversos elementos símbólicos e mensagens subliminares.

Por fim, se os PJs realmente optarem por enfrentar Moldrovec, e se conseguirem vencê-lo, terão ainda um trabalho extra para recolher o tesouro. Isto devido ao fato de o dragão ter certo capricho ao guardar seu tesouro, e ao invés de colocar as moedas em baús ou suportes, prefere jogá-las contra o paredão de gelo da caverna gélida de seu covil, e com um levre sopro congelá-las lá mesmo, onde podem ser vistas e admiradas como postas em molduras, e ainda ficam protegidas contra a açaõ do tempo.

Excêntrico. Essse é Moldrovec do Dinheiro Infindável, um oponente poderoso e interessante para o Mestre colocar em jogo como adversário dos PJs.