O Inimigo Mora ao Lado

Quando o Mestre pensa nos inimigos que irá criar para os PJs, costuma pensar em um NPC com características chamativas, uma organização com uma hierarquia complexa, ou mesmo em objetivos bem definidos. Aliado a isto tudo, podemos pensar em fazer do inimigo alguém próximo ao PJ ou aos PJs. Digamos que o objetivo do inimigo do grupo de PJs seja matar o rei, pois o monarca ordenou que incendiassem o vilarejo onde morava a família deste inimigo. Temos um vilão interessante, com metas

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Bater ou Correr... Morrer é uma escolha ?

Perder um personagem, perder algo que tu criaste, desenvolveu uma história em cima dele, escolheu cada ponto para que ele ficasse como você o imaginou e de repente perdê-lo no desenrolar da história. É, isso não é nada animador, principalmente quando se está jogando com ele há muitas sessões e então o que fazer ? Algumas coisas desse gênero são abordadas nessa matéria aqui, mas o que eu quero realmente tocar hoje são todos os acontecimentos que levaram a essa morte com mais profundidade....

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Sistemas: Savage Worlds

Savage Worlds é um sistema que abrange uma gama de possibilidades para os jogadores e o mestre pois o processo de geração de base de personagens é um sistema baseado nas competências e características de cada um, sem classe e progressões de níveis pré-determinadas. Nesse aspecto se assemelha a “Mutantes e Malfeitores” sistema de domínio d20. Só que claro, mais voltada para a parte de Super Heróis e comics. Mas esse é um dos únicos conceitos semelhantes, ao resto se difere. O melhor do sistema é que ele também é reproduzível em qualquer cenário e isso incluí medievais, renascentistas, modernos, futuristas e atuais....

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Livro dos Monstros - Você realmente precisa disso ?

Monstros: Ah sim eles são esplendorosamentes terríveis. Alguns tem escamas, caudas, asas, 3, 4, 100 olhos, habilidades sobrenaturais, psíquicas, controle de elementos e as mais variadas formas distintas que podemos imaginar. Ah sim podemos imaginar, mas realmente precisamos de uma apêndice de monstros com características totalmente definidas com Nível de Desafio estipulado e tudo mais ? Você talvez deva estar pensando que sim, mas....

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"Se um grifo não consegue se destacar no jogo, um gato não vai conseguir"

-jogador de um personagem cavaleiros dos céus, sobre o comentário do Mestre de que o gato da maga não estava tendo muito destaque nos jogos


Por Zell
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Longevidade das raças e impacto em sua visão de mundo

É conhecida a longa vida possuída por muitas raças da fantasia medieval, sobretudo elfos e anões. Mas quanto pensamos acerca do impacto que uma vida longa tem no pensamento e atitudes dos indivíduos?

Nesse post vou abordar alguns pontos a pensarmos, afim de fazer com que viver 200 anos não seja só um detalhe a mais em uma raça.


Relações humanas

Primeiramente, a descrição dos elfos de diversos cenários
e sistema aborda o rótulo de arrogantes tido por estes como devido à sua longa vida e, por isso, desapego a tantas pessoas que por elas passam.

Os elfos apresentam opiniões e sentimentos que duram mais que os tidos por um humano. Se um elfo desconfia de um conhecido, demorará mais que algun s meses de convívio para mudar esse fato, da mesma forma que um uma paixão, mesmo as intensas e passageiras famosas nas canções dos bardos, costumam durar uma ou duas décadas. Um luto de um elfo é um período de reclusão e respeito muito além do costumeiro a outras raças, e se deve não apenas pela idéia de que vivem mais, mas antes disso, pelo tempo que a mente e coração de um elfo demoram para aceitar e superar a dor de uma perda.

Arrisco a dizer, portanto, que essas raças possuem um relógio biológico diferenciado, com seus “ciclos de vida” mais vagarosos, tanto biológicos (demorar mais para envelhecer, morrer), quando psicológicos e sentimentais.

O impacto sentimental e psicológico pode ser pensado em outra raça famosa pela longevidade: os anões.

Uma frase famosa entre a raça exemplifica o impacto da longevidade na formação de opinião e relações, e diz que “a diferença entre um conhecido e um amigo é cerca de cem anos”.

A indiferença dos elfos é a desconfiança dos anões,
e isto devido à valorização da lealdade entre essa raça. Relações de amizade duradouras entre humanos e anões são raras, já que o tempo de um anão vencer a desconfiança, aceitar o valor do outro, e p assar a considerá-lo um amigo (mais que um conhecido), iguala ou supera a vida de um humano.

Assim, uma raça tão apegada à lealdade e amizade (entre família, clã, e mesmo indivíduos), fará sua visão de mundo lidade à longevidade se valer em um longo processo de aceitação de outros como amigos. Exceções conhecidas seriam aventureiros, já que passar por situações difíceis, de vida e de morte, salvando a vida de outros e tendo a sua salva por eles, facilidade a proximidade, e mesmo o mais teimoso anão concordaria com isso.




Fenômenos e catástrofes

Da mesma forma que indivíduos conhecidos ao longo de 100 ou 150 anos são esquecidos, salvo os de grande importância, o mesmo se daria com acontecimentos, sejam benéficos ou maléficos.
Um terremoto que causa algum estrago na capital, seria falado e citado como algo vago e distante, mesmo após poucas décadas, e mesmo que os indivíduos que o vivenciaram ainda estejam vivos e em plena atividade. Claro que os envolvidos diretamente, como pessoas que perderam parentes com o terremoto, ou tiveram sua s residências arruinadas, lembrariam com precisão do fato, mas o mesmo não se daria na sociedade como um todo.
A ameaça de guerra de um reino vizinho, que foi assunto por 2 anos e gerou preparativos frequentes e um clima de guerra iminente em todos os habitantes, seria relegado a segundo plano diante de guerras que realmente ocorreram.



Tradição e status quo

Um ponto que me parece razoável de se pensar é que culturas cuja duração de vida é consideravelmente maior, certos valores ou costum
es devem ter grande importância, por serem preservados por gerações que perduram.

Imagine que uma cultura valorize a sobresaliência do homem diante da mulher, tendo uma organização de patriarcado. Um indivíduo criado nesses moldes que tem uma expectativa de 40-50 anos manterá esses valores fixos e imutáveis por esse periodo, e mesmos que as gerações posteriores sejam menos arraigadas a esses valores (sendo um pouco mais aberto à participação da mulher no governo, digamos), não a mudarão radicalmente após períodos longos de permanência.

E então pessoas cuja expectativa de vida é de 200 anos. Indivíduos conservadores (os que governam, sobretudo), farão o possível para manter es ses valores que julgam adequados, e isso por mais de um século.

O mesmo podemos pensar no governo de forma geral.

Um rei cujo reinado dura 120 anos, manterá uma organização, leis e a política de forma geral sem grandes alterações nesse período (a menos que guerras, revoltas ou outras situações o exijam). Imagine reis egocentricos que promovem medidas de gos to pessoal, e o impacto que essas medidas teriam na sociedade ao manterem-se por um longo período.

Contudo, imagine a dificudlade de se implementar mudanças radicais em sociedades em que gerações possuem uma longa duração. Se o faraó Amenófis IV do Egito já teve dificuldade em implementar o monoteísmo nesta cultura tão religiosa e políteísta, imagina se a vida e a visão de mundo dos egípcios fossem mais longas. De forma parecida, o rei Henrique VIII teria o apoio da nobreza para implementar a religião anglicana se t
radição da sociedade inglesa viessem de indivíduos tivessem também a citada diferença?


E estas foram algumas idéias de um tema que acho muito vas
to.

Espero que gostem!