Nesse post vou abordar alguns pontos a pensarmos, afim de fazer com que viver 200 anos não seja só um detalhe a mais em uma raça.
Primeiramente, a descrição dos elfos de diversos cenários e sistema aborda o rótulo de arrogantes tido por estes como devido à sua longa vida e, por isso, desapego a tantas pessoas que por elas passam.
Arrisco a dizer, portanto, que essas raças possuem um relógio biológico diferenciado, com seus “ciclos de vida” mais vagarosos, tanto biológicos (demorar mais para envelhecer, morrer), quando psicológicos e sentimentais.
O impacto sentimental e psicológico pode ser pensado em outra raça famosa pela longevidade: os anões.
Uma frase famosa entre a raça exemplifica o impacto da longevidade na formação de opinião e relações, e diz que “a diferença entre um conhecido e um amigo é cerca de cem anos”.
A indiferença dos elfos é a desconfiança dos anões, e isto devido à valorização da lealdade entre essa raça. Relações de amizade duradouras entre humanos e anões são raras, já que o tempo de um anão vencer a desconfiança, aceitar o valor do outro, e p assar a considerá-lo um amigo (mais que um conhecido), iguala ou supera a vida de um humano.
Assim, uma raça tão apegada à lealdade e amizade (entre família, clã, e mesmo indivíduos), fará sua visão de mundo lidade à longevidade se valer em um longo processo de aceitação de outros como amigos. Exceções conhecidas seriam aventureiros, já que passar por situações difíceis, de vida e de morte, salvando a vida de outros e tendo a sua salva por eles, facilidade a proximidade, e mesmo o mais teimoso anão concordaria com isso.
Da mesma forma que indivíduos conhecidos ao longo de 100 ou 150 anos são esquecidos, salvo os de grande importância, o mesmo se daria com acontecimentos, sejam benéficos ou maléficos.
Um ponto que me parece razoável de se pensar é que culturas cuja duração de vida é consideravelmente maior, certos valores ou costum es devem ter grande importância, por serem preservados por gerações que perduram.
Contudo, imagine a dificudlade de se implementar mudanças radicais em sociedades em que gerações possuem uma longa duração. Se o faraó Amenófis IV do Egito já teve dificuldade em implementar o monoteísmo nesta cultura tão religiosa e políteísta, imagina se a vida e a visão de mundo dos egípcios fossem mais longas. De forma parecida, o rei Henrique VIII teria o apoio da nobreza para implementar a religião anglicana se t radição da sociedade inglesa viessem de indivíduos tivessem também a citada diferença?
E estas foram algumas idéias de um tema que acho muito vasto.











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